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	<title>Direitos dos Animais &#187; mutação</title>
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		<title>O incrível mundo das aves: Evolução!</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 11:29:22 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Aves]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez que os geólogos são perfeitamente capazes de datar os terrenos sedimentares, é possível saber a quando remonta a época em que vivia esta espécie de protótipo inacabado que é o arqueopterix. Os paleontólogos, especialistas em fósseis, pensam que é preciso retroceder 150 milhões de anos para situar a mutação dos répteis em aves. Haveria pois pouco menos de 150 milhões de anos que as aves sulcam os céus: isto pode parecer enorme, mas se tivermos em conta que o apareci¬mento da vida na Terra remonta a 2 biliões e 700 milhões de anos, fazem na verdade figura de recém-chegadas.</p>
<p>Comparadas aos insectos, que fizeram as suas primeiras tentativas de voo cerca de 200 milhões de anos antes delas, são o fruto de uma evolução recente; não foram, de resto, os primeiros vertebrados a voar: certos répteis de enormes asas membranosas deslocavam-se já em voo planado quando as primeiras aves fizeram a sua tímida aparição. Simples fenómeno de convergência, sem dúvida, essas curiosas criaturas reptilinianas a que chamamos pterodáctilo e pteronodonte tinham adquirido alguns caracteres próprios das aves, nomeadamente um comprido bico e ossos de fraca densidade.</p>
<p>Estes répteis voadores, de asas tão grandes que não podiam pousar em terra sob pena de nunca mais levantarem voo, foram contemporâneos das primeiras aves; mas o seu destino não era prosseguir por muito tempo uma carreira aérea: como todos os grandes répteis, deviam desaparecer no fim da era secundária.</p>
<p>Sob muitos aspectos, de resto, a solução encontrada pelas aves era melhor do que a deles; não procuraremos resolver aqui o problema do desaparecimento dos répteis e o aparecimento das aves (e também o dos mamíferos) existe uma coincidência pelo menos curiosa.</p>
<p>Era preciso que os répteis voadores desaparecessem para deixar o campo livre às aves? Terá a expansão das plantas que dão flor, nesta mesma época, inevitavelmente conjugada à dos insectos apanhadores, favorecido a invasão do globo pelas aves, seus predadores? Porque o esqueleto destes animais se conserva bastante mal, devido à estrutura tubular dos ossos, há uma lacuna de vários milhões de anos entre o arqueopterix e as primeiras aves «modernas». Entre eles situam-se o icthyornis, animal vizinho da gaivota actual, assim como o hesperornis, essa grande ave mergulhadora de bico ainda dentado, incapaz de voar.</p>
<p>
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A partir do momento em que os répteis voadores desaparecem, o mundo das aves como que explode, dando nascimento a numerosas espécies. Se pudéssemos saltar para trás 20 ou 30 milhões de anos, não notaríamos grandes diferenças, pelo menos no que respeita à fauna alada; é verdade que encontraríamos aves monstruosas, com três metros de altura, mas também espécies relativamente vizinhas das que hoje existem. Os antepassados das avestruzes, das garças, dos pelicanos, dos patos e de muitas outras aves nossas conhecidas, povoavam já a Terra; mas dos milhares de espécies nascidas nessas épocas, poucas chegariam até nós. Atravessar a era quaternária seria para elas uma rude prova: as flutuações entre períodos glaciares e interglaciares, as bruscas variações das condições climáticas, fizeram uma hecatombe no mundo animal.</p>
<p>Entre as perturbações criadas pelas glaciações (para além do desaparecimento de numerosas espécies) há uma extremamente curiosa que põe alguns problemas quanto à definição de «espécie». Antes das glaciações, os picancilhos (aves trepadoras) formavam uma só espécie, largamente distribuída por toda a Europa; quando os glaciares dividiram, esquematicamente, o continente em duas regiões, a espécie viu-se cindida em duas populações, uma oriental, a outra ocidental. Com a ajuda do tempo, e também, sem dúvida, de certos factores geográficos, as aves ocidentais especializaram-se na exploração das cascas rugosas, ao passo que as orientais preferiam as árvores lisas.</p>
<p>Terminadas as glaciações, as populações ocidentais e orientais reocuparam a área abandonada pelos glaciares e «reencontraram-se». Misturaram-se, para voltar a formar uma única e mesma espécie, como seria de esperar? Nada disso: se bem que morfologicamente idênticas e fisiologicamente capazes de reproduzir-se entre si, as duas populações que tinham adquirido «hábitos» diferentes ignoraram-se como poderiam fazê-lo espécies distintas.</p>
<p>Temos aqui um exemplo do nascimento de duas espécies a partir de uma, duas espécies constituídas por animais morfologicamente semelhantes e teoricamente interfecundos, mas que só mantêm entre si simples relações de vizinhança.</p>
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